CQC no Senado Já

Na Casa onde Sarnynha ou Sir Ney Maranhão Ribamar Marimbondo de Fogo manda tem CENSURA. Há cerca de um ano, depois de um incidente com Renan Calheiros (PMDB-AL), da mesma trupe do Presidente do Senado, a equipe do programa de jornalismo humorístico Custe o que Custar – CQC – da TV Bandeirantes, está proibido de fazer gravações no salão azul da casa.

A Mesa Diretora do Senado já recebeu um ofício assinado por 46 dos 81 senadores, e de autoria dos senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Eduardo Suplicy (PT-SP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), destinado ao primeiro secretário da Mesa, Cícero Lucena (PSDB-PB), pedindo o fim da CENSURA.

Geennnnnteeeeee. Na terra de Sarnynha, onde deveria ser um dos locais de ferrenha defesa da democracia e da liberdade de expressão, ainda tem CENSURA.

CENSURA com letras garrafais, para causar calafrios.

Diz o documento enviado a Mesa Diretora do Senado: “Solicitamos a Vossa Excelência, tendo em vista os preceitos constitucionais, sobretudo os ditames do título VIII, capítulo 5º, da Carta Magna, que fala da liberdade de expressão, da liberdade de comunicação, que determine à Secretaria de Polícia do Senado Federal que adote, em relação aos integrantes do CQC, o mesmo tratamento que é dispensado aos profissionais dos demais veículos de comunicação, que têm autorização para realizarem reportagens nas dependências do Senado Federal”.

A carta solicitando, o que nunca deveria ter sido revogado ao CQC demorou mais de um ano a sair, mas antes tarde do que nunca.








falavras

Eu já li antes do lançamento. Quem não ler, não saberá o que está perdendo. Este é o mais novo filhote gestado pelo Knorr, um poeta, artista gráfico, músico, jornalista... Ele é primo do Tistu - personagem do livro "O menino do dedo verde", que tudo que tocava virava flores e árvores. No caso Knorr, tudo o que toca vira matéria prima de qualidade.

Desculpem a babação, mas fã de carteirinha é assim mesmo.

Confidências de um juiz-forano



Parodiando Carlos Drummond de Andrade, escrevi um poema para minha Juiz de Fora que está completando 162 anos.


Confidências de um juiz-forano

Muitos anos vivi em Juiz de Fora
Nasci na Maternidade Santa Terezinha.
Por isto sou feliz, orgulhoso: flexível como às águas. 
Noventa por cento criado nos papos do calçadão. 
Oitenta por cento nutrido pelas cervejas do Balcão. 
E não tenho alheamento a vida fora e dentro das montanhas devido a comunicação.


Tenho constante vontade de amar, que me incentiva a trabalhar,
vem de Juiz de Fora, noites nos bares, cheio de mulheres e sonhos.

E o hábito de rir, que tanto me diverte, 
é a doce herança juiz-forana.

De JF trouxe presentes que agora te ofereço: 
este pão de queijo, futuro produto de exportação,
este santo que não sei o nome, 
esta manta, para aquecer no sofá da sala de televisão,
este orgulho, esta cabeça erguida.

Nunca tive ouro, nunca tive boi ou vaca, tive terreno baldio para brincar. 
Para ser poeta, sou funcionário público. 
Juiz de Fora é uma tatuagem em minha alma.
Mas como me divirto!

PS - Perdão Drummond pela ousadia. 

A calcinha extraviada e incinerada





Alguém perdeu uma calcinha na Câmara dos Deputados no último dia 15 de maio, por volta das 19 horas, durante a votação de um projeto sobre crimes cibernéticos. Na verdade uma calçola, devida as suas proporções, vermelha e branca.

Apesar da qualidade da peça íntima, a calçola em nada se parece com as usadas por moças de programetes que circulam pelas dependências da Câmara, a fim de faturar um capilé de algum deputado no atraso.

Em elucubrações feitas nos bochichos dos gabinetes, a versão que ganha maior credibilidade, é que algum deputado, saiu às pressas de uma rápida fornicada ilícita, esquecendo-se que havia colocado de mau jeito, a peça íntima da donzela no bolso do seu terno. Na sala cheia e com abraços sempre calorosos, comuns entre políticos, mesmo quando feito entre adversários, a prova do crime provavelmente despencou do paletó.

Sem saber que deixara cair para trás o fetiche, o descuidado parlamentar foi para o meio do plenário, sem se preocupar.

A operação de retirada ou acobertamento do fato não foi algo fácil. Um dos seguranças, vendo a calcinha estendida na entrada do plenário, sem despertar a atenção das pessoas que se amontoam no local, deu chutinhos discretos, empurrando a lingerie para o lado da lixeira.

Um aviso de alerta foi disparado entre os seguranças para que o fato fosse comunicado a um assessor do presidente da Câmara Marco Maia (PT-RS). Preocupado com a possibilidade do objeto e a cena serem flagrados por algum jornalista desses programas de TV que colocam personalidades em saias justas, o assessor a recolheu e escondeu em seu próprio bolso.

Devidamente ocultada, posteriormente a peça foi analisada pela equipe de segurança que chegou a duas conclusões: a peça tinha sido usada há pouco tempo devido ao perfume que ainda exalava e não pertencia a uma sílfide, por ser um calçolão.

Como bons profissionais, os agentes de segurança da Câmara, recolheram a peça do assessor e a encaminhou ao setor de Achados e Perdidos. No final da tarde de ontem, como não havia sido requerida por nenhuma senhora ou senhorita, muito menos por nenhum parlamentar, a calçola deve o triste fim: foi incinerada.

Como bem disse o poeta argentino Jorge Luis Borges: “o fogo purifica a tudo”.

Quem mente mais, Lula ou Gilmar Mendes?

Deputados do século XVIII


A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) representam o que existe de mais retrógado em termos políticos dentro da Câmara de Deputados. Em pleno século XXI, a FPA que representa os grandes latifundiários brasileiros, em pouco menos de dois meses, por duas vezes tentam manter o país na vala do atraso social e ambiental.

No primeiro momento tentaram obstruir a votação referente à desapropriação de bens de quem patrocina o trabalho escravo, e agora, elaboraram cerca de 50 emendas à Medida Provisória 571/2012, que trata dos trechos vetados do Código Florestal.

O pequeno veto da presidente Dilma em relação a alguns pontos do Código Florestal foi considerado pelo presidente da frente, deputado Moreira Mendes (PSD-RO), como “uma afronta” e no seu entendimento “a presidenta exorbitou no seu poder”.

Quase a véspera da Rio+20, em que os olhos estarão voltados para nosso país, em nosso Câmara de Deputados ainda elegemos pessoas que vivem sob a realidade do século XVIII.

A minha, a sua, a nossa TV


Se você tem algum talento, algo importante a dizer, sonha em alcançar os 15 minutos de fama profetizado por Andy Warhol, poderá, a partir de agora, aparecer ao vivo para todo mundo quando quiser com apenas dois cliques. Essa é a ideia do Hangouts on Air, que permite a transmissão de vídeos ao vivo no Google+.

As conversas em vídeo na rede social passam a ter a possibilidade de serem transmitidas para toda internet, tornando-se públicas, e proporcionando uma alternativa para quem deseja ter um “canal de TV” pessoal na web a custo, atenção, praticamente zero.

Gente. Então em breve teremos o ZOMBETEIRO.COM na telinha, com direito a plim-plim e plom-plom para podermos falar de patati e patata. Caramba. Nunca imaginei que um dia tal possibilidade fosse existir.

No blog do Google, a empresa diz que as transmissões são perfeitas para dicas culinárias, artesanato e atividades que funcionam melhor se acompanhadas por um instrutor. Uma fascinante possibilidade é que ao mesmo tempo todos podem ver o vídeo, o autor da transmissão pode ter acesso à imagem do seu público e conversar com as pessoas.

Sabe o que o Hangouts on Air significa? Provavelmente, com o desenvolvimento e sofisticação da ferramenta, o fim da televisão como a vemos hoje. Imagina Ana Maria Braga e o Louro José, passando aquela maravilhosa receita de bolinho de espinafre e explicando os segredos individualmente aos seus telespectadores preferidos.

Outra possibilidade será a de incorporar o vídeo a um site ou blog, da mesma forma que se faz no YouTube, mesmo que a transmissão ainda esteja ocorrendo.

No caso de perder o horário do programa preferido, não vai precisar esquentar a cabeça, nem lamentar. Ao terminar a exibição o YouTube faz um upload automático da gravação para o canal do usuário no site e também publica o vídeo num post do Gloogle+ para quem perdeu a transmissão.

Podem ter certeza, em breve nosso editor Chico Chicória, estará blogando da TVZOM.

A preferência pelos seios naturais


A preferência da maioria dos homens é pelos peitinhos não siliconados. Mesmo concordando com a afirmação, sou obrigado a dizer que a conclusão é quase científica, porque ela é produto de pesquisa realizada por meio do site do canal de saliência Sexy Hot, aqueles usados por uns e outros para fazer a justiça com as próprias mãos quando se sentem necessidade de dar vazão aos devaneios de Calígula.

Foram 400 internautas a responder a questão do site, sendo que 58% deles apontaram os seios, laranjinha ou melões, apontados para a lua ou não, além dos mantidos com sua forma e consistência natural como os preferidos. Confesso que tempos atrás, um dia cheguei a pensar ser o único homem na terra que não curtia um peitão siliconado.

Não foi uma, nem duas vezes, que em mesas tomadas de cerveja, o silêncio se fez presente repentinamente e os olhares perseguiram o desfile de alguma deusa dotada de volumosos par de seios. Se o assunto ao redor dos copos, naquela hora, era a corrupção dos nossos políticos ou a necessidade da queda dos juros, a partir daquele momento o debate se desviava das preocupações desde mundinho dos editoriais dos jornais e passava a ser mais intenso e sem solução: a bendita mulher usava ou não silicone?


No meu silêncio, diante dos amigos, acaba por me abstrair e recordar a primeira vez que vi uma mulher, confessadamente, siliconada. Era amiga de minha ex, e nos confidenciou ter colocado silicone, não nos seios, mas nos glúteos. O marido da dita cuja era taradaço por bunda e a coitada desprovida de derrière. Desesperada em agradar seu homem, apelou por colocar duas bolas de basquete na traseira. De desbundada, a mulher passou a ter nádegas descomunais. Tempos depois descobri que mesmo bunduda, o marido a largou, e suas melancias glúteas de nada adiantaram para segurar seu combalido casamento.

Situações conjugais a parte, gosto mesmo de uma mulher comum. Estas sim me chamam a atenção com suas estrias e alguma letra em Braile pelo corpo.

Não quero fazer apologia à mulher que não se cuida, mas aquelas com suas propriedades naturais são mais gostosas de serem tocadas. Uma coisa é certa, hoje em dia é difícil achar uma mulher com mais de 30, sem que tenha sido feito um remendo aqui ou ali.


Eu, particularmente, não gosto de mulher-cabide, nem sou fã da Wilza Carla. Gosto da mulher comum, daquela que me chama atenção por estar bem mais ou menos dentro do padrão. No entanto, como democrata que sou, tenho sempre como princípio uma frase de minha mãe: “o que seria do amarelo se todos só gostassem do verde”.

Cansei


A partir de hoje o ZOMBETEIRO.COM passa a ter um novo estilo. Ele se torna um pouco mais opinativo e pessoal, porém sem perder a característica de noticiar o que vem acontecendo por aqui e por ali.

sem título


beijo na boca
momento de silêncio
flexões e reflexões
entre dois lábios

Sem título

com a cidade
aos seus pés
a lua uiva
a captura da presa
que loba  por prazer
desafia pecado da gula
consumindo a carne
até restar somente os ossos
apenas para deixar a míngua
e demonstrar
ter mais poder que as ninfas

Mulher do trabalho




No Dia Internacional da Mulher, nada melhor do que fazer referência ao sexo feminino, no quesito que mais dignifica o ser humano, que é a capacidade de trabalho. Segundo dados do Ministério do Trabalho, em 2011, a venda de modelos femininos de equipamentos de proteção individual na construção civil, os chamados EPI's, que são macacões, capacetes, óculos protetores e etc, aumentou 30%.

A presença feminina na construção civil aumentou 65% na última década e hoje, elas já ocupam 6% dos empregos do setor.

Para homenagear a todos as mulheres, um poema de Murilo Mendes e uma foto de Simone de Beauvoir nua e crua como expressão da importância do posicionamento da mulher na sociedade moderna.

“Metade pássaro”
  Murilo Mendes



A mulher do fim do mundo


Dá de comer às roseiras,

Dá de beber às estátuas,

Dá de sonhar aos poetas.

A mulher do fim do mundo

Chama a luz com assobio,

Faz a virgem virar pedra,

Cura a tempestade,

Desvia o curso dos sonhos,

Escreve cartas aos rios,

Me puxa do sono eterno

Para os seus braços que cantam.

Acerto de contas

Militantes de direitos humanos querem que a Comissão da Verdade seja instalada no dia 1º de abril, data que os opositores da ditadura dizem, como provocação, ser o aniversario do golpe. Os militares comemoram o "golpe de estado" em 31 de março.

Paris, Paris, sempre Paris

A Cidade Luz foi a grande vencedora do Oscar 2012. Retratá-la em vários de seus momentos rendeu prêmios. Vejam só:

"O artista", filme em P&B e mudo ambientado na cidade nos anos 1930, levou a estatueta de melhor filme, diretor e ator;

"Meia-noite em Paris" foi o melhor roteiro original; e

"Hugo Cabret", que mostra a cidade em 3D, ganhou cinco troféus.

Ao todo foram nove premiações relativas a Paris. E ainda de quebra, por aqui, a distribuidora de "O artista", "Meia-noite em Paris" e "A dama de ferro" (Oscar de melhor atriz para Mery Streep) é a Paris Filmes.

É pouco ou querem mais?

AI-5 durante a Copa

Só de pensar em AI-5 e censura, jornalista que é jornalista arrepia.

Há uma movimentação da CUT tentando implodir um insano projeto do senador, da bancada evangélica, Marcelo Crivella (PRB-RJ) para "incrementar" a segurança da Copa 2014 limitando o exercício do direito de greve três meses antes do início desse torneio até o final, nas cidades-sede. 

As regras especiais valeriam para as categorias como operadores de transporte coletivo, hotelaria e construção civil.

Tem gente que esquece o que toda ditadura começa com pequenos atos de cerceamento de liberdade. 

Brasil sim Sky

A multinacional Sky está pedindo a seus assintantes para se manifestarem junto ao STF e à Ancine contra a nova  lei que a obriga a programar meia hora de conteúdo brasileiro por dia.

A meia hora é pouco. Deveria ser no mínimo uma hora. Temos hoje no Brasil centenas produtoras com projetos e profissionais gabaritados esperando uma oportunidade de realizarem e divulgarem suas obras.
A abertura de espaço a produção nacional na grande de enlatados das operadoras de canais via satélite e a cabo demorou a acontecer. A lei cria empregos e deve revelar talentos que muitas vezes vão buscar oportunidades fora daqui.

Quem adere ao time da Sky está chutando bola para fora de campo e deixando fora do ar o que temos de bom.

PHD - a gaiatice das vez

O famoso "pau mandado" mudou de nome.

Agora quem só faz o que a mulher manda virou "PHD":

Pobre Homem Dominado.

É aquela máxima: Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Iniciando ano novo uma ova

Este não é um país que só começa a trabalhar depois do carnaval. A ideia preconceituosa de que nossa gente bronzeada só pega no batente após Momo passar esquece que é preciso de muita mão de obra para preparar uma festa como a do carnaval brasileiro. Afinal, a bela folia não se faz com gente preguiçosa.

Como o assunto que parece não ser sério, mas é, para desmistificar a pecha, o IBGE registrou no Rio de Janeiro, a maior média de horas trabalhadas por semana no país. Foram 40,6 horas de suor na lida, mais que a locomotiva paulista, que registrou 40,3.

Sem título


em pleno carnaval
procuro no saudade
entre os mortos
os meus vivos
de carne morta

sem título

nem dia

nem noite

apenas transição

entre o agora

e o depois

sem título

em noite de lua cheia

brincando de pique esconde

entre as nuvens

morcegos arriscam rasantes

sobre pensamentos que passam

em toda direção

O aperto aos bebuns do volante continua

O STJ deve decidir ainda nesta semana sobre a validade de perícia clínica feita por médicos de plantão nas blitze da Lei Seca, sem necessidade de bafômetro, para caracterizar o crime de direção perigosa. Se passar, a novidade pegará bebuns que se recusam a soprar no aparelho.

O cerco fecha ainda mais com a ação da Advogacia Geral da União (AGU) entrou na Justiça Federal, em Goiás para bloquear os perfis do Twitter que informam local e horário de operações de trânsito no estado. A multa diária para quem divulgar as blitze está estipulada em 500 mil reais contra os acusados.

Dependendo do resultado obtido em Goiás, ações semelhantes poderão ser apresentadas em outros estados.

Se por um lado o objetivo das blitze combate a prática de delitos, por outra a proibição do uso do twitter para divulgação das ações coibitivas, viola o direito constitucional da liberdade de expressão. Não se pode violar um direito individual sob o fundamento de se quere preservar a segurança.

Em tempo, blitz é um termo alemão, e seu plural não tem "S", e a grafia correta é Blitze.

sem título


o olhar
não vê de perto
o mesmo
que não vê longe


o olhar
não vê de longe
o mesmo
que não vê de perto


de lente para perto
não se vê o longe
de lente para longe
não se vê o perto


o que se foca
nem sempre
é o foco
e o que desfoca
às vezes
é o foco


de perto
de longe
com foco
sem foco


só se vê
o que se quer
só não se vê
o que se quer