A preferência pelos seios naturais


A preferência da maioria dos homens é pelos peitinhos não siliconados. Mesmo concordando com a afirmação, sou obrigado a dizer que a conclusão é quase científica, porque ela é produto de pesquisa realizada por meio do site do canal de saliência Sexy Hot, aqueles usados por uns e outros para fazer a justiça com as próprias mãos quando se sentem necessidade de dar vazão aos devaneios de Calígula.

Foram 400 internautas a responder a questão do site, sendo que 58% deles apontaram os seios, laranjinha ou melões, apontados para a lua ou não, além dos mantidos com sua forma e consistência natural como os preferidos. Confesso que tempos atrás, um dia cheguei a pensar ser o único homem na terra que não curtia um peitão siliconado.

Não foi uma, nem duas vezes, que em mesas tomadas de cerveja, o silêncio se fez presente repentinamente e os olhares perseguiram o desfile de alguma deusa dotada de volumosos par de seios. Se o assunto ao redor dos copos, naquela hora, era a corrupção dos nossos políticos ou a necessidade da queda dos juros, a partir daquele momento o debate se desviava das preocupações desde mundinho dos editoriais dos jornais e passava a ser mais intenso e sem solução: a bendita mulher usava ou não silicone?


No meu silêncio, diante dos amigos, acaba por me abstrair e recordar a primeira vez que vi uma mulher, confessadamente, siliconada. Era amiga de minha ex, e nos confidenciou ter colocado silicone, não nos seios, mas nos glúteos. O marido da dita cuja era taradaço por bunda e a coitada desprovida de derrière. Desesperada em agradar seu homem, apelou por colocar duas bolas de basquete na traseira. De desbundada, a mulher passou a ter nádegas descomunais. Tempos depois descobri que mesmo bunduda, o marido a largou, e suas melancias glúteas de nada adiantaram para segurar seu combalido casamento.

Situações conjugais a parte, gosto mesmo de uma mulher comum. Estas sim me chamam a atenção com suas estrias e alguma letra em Braile pelo corpo.

Não quero fazer apologia à mulher que não se cuida, mas aquelas com suas propriedades naturais são mais gostosas de serem tocadas. Uma coisa é certa, hoje em dia é difícil achar uma mulher com mais de 30, sem que tenha sido feito um remendo aqui ou ali.


Eu, particularmente, não gosto de mulher-cabide, nem sou fã da Wilza Carla. Gosto da mulher comum, daquela que me chama atenção por estar bem mais ou menos dentro do padrão. No entanto, como democrata que sou, tenho sempre como princípio uma frase de minha mãe: “o que seria do amarelo se todos só gostassem do verde”.