Uma geração que esqueceu a máscara da morte


O Brasil é um dos países que mais a serio enfrentam o flagelo da AIDS. O sucesso das ações de controle do HIV são estimulantes por conta de uma combinação de medidas preventivas e outras de redução de danos, ainda que não ideais, mas de causar inveja a muitas nações do primeiro mundo.

No entanto, para uma segunda geração, que não viu a máscara da morte usada pela doença para assombrar a consciência de políticos, artistas e cidadãos comuns de todas as faixas etárias e opções sexuais. Fiz questão de frisar a questão da idade e sexo por causa de estatísticas que apontam um grave aumento (10%) da contaminação entre jovens homossexuais de 15 a 24 anos. Dados comparativos reforçam essa preocupação. Caso, por exemplo, da constatação de que na mesma faixa etária caiu o índice de contaminação entre heterossexuais.

Mas, na questão do crescimento da Aids entre jovens gays, misturam-se aspectos comportamentais e falhas na política pública de prevenção. A atual geração que não viveu os primeiros e apavorantes anos de disseminação, até então sem controle, de uma doença que, na época,registrava altíssimo grau de letalidade quase imediata, e sequer foi testemunha das ações de luta contra a Aids nos anos 90, não foi trabalhada pelos apelos de campanhas publicitárias e perda da morte de ícones como Cazuza, Renato Russo, etc.

Este quadro deixa patente que não se pode afrouxar com as campanhas de esclarecimentos e com o aperfeiçoamento das ações de redução de danos. São providências crucias para manter vivas as informações sobre a doença que ajudaram a manter vivas as informações sobre a doença que ajudaram a manter sob controle o quadro de infecções em geral no país. E, sobretudo, para ampliar o nível de consciência dos grupos de risco sob maior exposição ao contágio, alertando-os para a realidade, ainda inescapável, de que, mesmo sob algum nível de controle de letalidade,a Aids ainda é mortal.

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