Tão perversa quanto qualquer ditadura de esquerda ou de direita, é a ditadura da currupção, sobretudo quando um povo perde a capacidade de indignar-se, seja porque aprendeu a submeter-se aos desmandos dos malfeitores, ao se perceber beneficiado, seja porque a sensação de impotência massacra o moral daqueles que valorizam a ética, o mérito, a integridade, o uso correto do dinheiro publico em prol da população, retirando-lhes o sentimento de orgulho do pais a que tanto amam.
Nossos homens públicos esqueceram que não basta ser rico; os antigos diriam que é preciso ter berço, o que significa sentir respeito próprio, autoestima e dignidade. E se tem algo que o dinheiro não compra e só se aprende no berço, o seu nome é: vergonha na cara. Alguém sabe o que é isto nos ministérios e no congresso de Brasília?

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