
O Morro da Mangueira acordou com ao som de surdos ao compasso do samba que diz: “Alvorada lá morro, que beleza / Ninguém chora, não há tristeza / Ninguém sente dissabor”, para referenciar os 100 anos do nascimento de mestre Cartola.
Para o jornalista Sérgio Cabral que conviveu com Cartola por mais de vinte anos “Ele não tinha a menor idéia de que se podia vender um samba. Achava que era a mesma coisa que vender a dor, o amor, a saudade”. Angenor de Oliveira – Cartola – fez clássicos da MPB como “Acontece”, “Divina Dama”, "As Rosas não Falam” e “O Mundo é um Moinho” que o consagrou dono de um refinamento musical incomum.
Cartola passou boa parte de sua infância na Zona Sul do Rio de Janeiro, e aos 11 anos mudou-se com a família para o Morro da Mangueira. Foi um dos fundadores da escola de samba local, da qual escolheu as cores – verde e rosa. Nos anos 40, desapareceu misteriosamente. Só foi redescoberto na década seguinte, fazendo bicos como lavador de carros e vigia noturno, pelo cronista Sérgio Porto. A trajetória incomum serviu para reforçar a sua aura de mito de um compositor cujo talento impressionava Noel Rosa e Heitor Villa-Lobos.
Embora não tivesse estudo musical teórico, Cartola possuía uma inventividade musical assombrosa. Tinha soluções harmônicas muito sofisticadas que não eram comuns no meio do samba. Além disto, era um letrista brilhante, que criava imagens poéticas fortes e originais.
O mais completo levantamento já feito sobre seu trabalho está sendo realizado por sua neta, Nilcemar Nogueira, ex-presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Ela catalogou todas as músicas do avô, num total de 187 composições – incluindo 63 letras inéditas, além de outras 37 inacabadas.
Os documentos garimpados por Nilcemar, que estavam na casa de Cartola e Dona Zica, contêm anotações de letras e poemas em papel timbrado do Ministério da Indústria e Comércio, onde ele trabalhou como contínuo, e em maços de cigarros, além de histórias da gênese de alguns de seus clássicos. O material coletado será transformado em livro.
Para o jornalista Sérgio Cabral que conviveu com Cartola por mais de vinte anos “Ele não tinha a menor idéia de que se podia vender um samba. Achava que era a mesma coisa que vender a dor, o amor, a saudade”. Angenor de Oliveira – Cartola – fez clássicos da MPB como “Acontece”, “Divina Dama”, "As Rosas não Falam” e “O Mundo é um Moinho” que o consagrou dono de um refinamento musical incomum.
Cartola passou boa parte de sua infância na Zona Sul do Rio de Janeiro, e aos 11 anos mudou-se com a família para o Morro da Mangueira. Foi um dos fundadores da escola de samba local, da qual escolheu as cores – verde e rosa. Nos anos 40, desapareceu misteriosamente. Só foi redescoberto na década seguinte, fazendo bicos como lavador de carros e vigia noturno, pelo cronista Sérgio Porto. A trajetória incomum serviu para reforçar a sua aura de mito de um compositor cujo talento impressionava Noel Rosa e Heitor Villa-Lobos.
Embora não tivesse estudo musical teórico, Cartola possuía uma inventividade musical assombrosa. Tinha soluções harmônicas muito sofisticadas que não eram comuns no meio do samba. Além disto, era um letrista brilhante, que criava imagens poéticas fortes e originais.
O mais completo levantamento já feito sobre seu trabalho está sendo realizado por sua neta, Nilcemar Nogueira, ex-presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Ela catalogou todas as músicas do avô, num total de 187 composições – incluindo 63 letras inéditas, além de outras 37 inacabadas.
Os documentos garimpados por Nilcemar, que estavam na casa de Cartola e Dona Zica, contêm anotações de letras e poemas em papel timbrado do Ministério da Indústria e Comércio, onde ele trabalhou como contínuo, e em maços de cigarros, além de histórias da gênese de alguns de seus clássicos. O material coletado será transformado em livro.
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